Equilíbrio

Parece que a Campus Party cresceu rápido demais e seus organizadores não conseguiram acompanhar.
Tudo bem, não estive em nenhuma das edições do evento, acompanhei apenas por fora, mas o que quero falar por aqui tem outro foco.
Com esse crescimento acelerado do evento e a sua conseqüente mudança de status (parece que a CP foi de underground e nerd a pop e comercial) ouvi muitos falarem sobre inutilidade.
Um evento como a Campus Party não muda nem salva o mundo, é o que dizem.
Eu faço duas considerações:
1 – Será que não?
2 – Não salvar o mundo faz dela inútil?
Veja bem, a Campus Party ainda está em vias de descobrir seu formato ideal. Sua proposta inicial era de networking e troca de experiências. Para quem ainda vive esse espírito, uma grande ideia ou parceria pode sim surgir e transformar o mundo ou um pedacinho dele. Além disso, estamos dentro de um sistema que só pode ser mudado por dentro. Criticar o capitalismo e a promoção de marcas também é inútil. Estar inteiramente dentro do sistema é o que te proporciona conhecimento e ferramentas para mudá-lo.
Por outro lado, rotular tudo o que existe em termos de sua utilidade para o social, político, ambiental e coisas afins, é um radicalismo sem tamanho. A diversão e a futilidade fazem parte daquilo que somos e devem sim ser vividos desde que de forma moderada e saudável.
Acredito que equilíbrio é a resposta. Os males da atualidade, em sua maioria, nasceram do radicalismo e da intolerância.